Valéria Oliveira

“A metáfora de uma árvore provendo a terra de melhores frutos a cada safra é perfeita para a carreira da artista Valéria Oliveira. Ressalto a palavra artista, pois há algum tempo Valéria não é mais só uma cantora, é uma artista atenta a tudo para dar o seu melhor ao mundo. Seu canto está, definitivamente, mais sutil e poderoso.” Marize Castro – Jornalista e poeta No dia 17 de abril de 1969 nasceu, em Natal, capital do Rio Grande do Norte, Valéria Silva de Oliveira. Cresceu ouvindo cantores românticos e populares como Ângela Maria, Clara Nunes, Luiz Gonzaga, entre outros. Em sua adolescência, teve contato com a obra de Elis Regina, João Bosco, Edu Lobo, Chico Buarque, de bossa-novistas como o poeta Vinícius de Moraes, Toquinho, João Gilberto, Nara Leão e dos tropicalistas Gilberto Gil, Caetano, Maria Bethânia e Gal Costa. No início de sua vida adulta ela tinha duas profissões. Era Engenheira Civil durante o dia e cantora a noite. Mas não demorou para que o amor pela música falasse mais alto e ela decidisse se dedicar apenas a ela. Valéria Oliveira, como passou a ser conhecida na cidade, e fora dela, se apresentou em Projetos e Circuitos como o Seis e Meia / RN e PB, Circuito Cultural Banco do Brasil, Cosern Musical, a Feira da música / CE, Projeto Cultural do Banco do Nordeste / CE e o MPB Petrobras. “Com o crescimento da música brasileira no mundo, são frequentes os casos de artistas que são desconhecidos no Brasil, mas fazem boas carreiras no exterior. É o caso da ótima Valéria Oliveira, de Natal.” Nelson Motta – Crítico Musical No ano de 2000 sua carreira internacional começou as deslanchar com a sua primeira viagem ao Japão, onde foi muito bem recebida pelo público e travou contato com o produtor Kazuo Yoshida, personagem importante na carreira de Valéria. Yoshida produziu o seu primeiro disco voltado totalmente para mercado japonês e junto com Valéria produziu mais três discos. No ano de 2005 a cantora foi convidada para a sua primeira turnê na Suíça, onde divulgou seu então recém-lançado “Imbalança”. Ela se apresentou no Festival de Música de Fribourg – Rencontre Folclorique International e novamente, diante de uma ótima repercussão nos shows agendados recebeu o convite para estender a turnê. Com 15 anos na estrada da música, Valéria havia lançado 5 discos: Impressões (1997), Valéria (2001), Lanterna do Futuro (2001), Canto Livre (2002), Imbalança (2004). Em 2007, com o lançamento de “Leve só as pedras”, Valéria revelou o seu lado compositora. O disco foi gravado inteiramente por músicos potiguares e produzido por meio de uma nova parceria com o produtor japonês Kazuo Yoshida, que veio a Natal especialmente para desenvolver o projeto. “Leve só as pedras” teve grande repercussão. Foi lançado nacionalmente em duas apresentações no Teatro Crowne Plaza – São Paulo / SP, com boa indicação na Folha de São Paulo: “Em seu sexto disco solo (“Leve só as pedras”), a potiguar Valéria Oliveira toma coragem para gravar um repertório majoritariamente seu, deixando clássicos da música popular e canções ditas regionais de lado. O resultado é satisfatório, com boas faixas como “Pensando em ti”, “A nova – pelo tempo que você quiser”, “O sonho pede socorro” e “Dores pequenas”. Samba e pop são temperados com discrição.” Luiz Fernando Vianna – Jornalista e crítico musical O disco também foi lançado na Suíça, com apresentações acústicas em Salas de Concerto como “La Fourmilliére” em Villaraboudt e nas cidades de Berna, Fribourg e Lausanne. No Japão, ganhou distribuição exclusiva pela Omagatoki Co. em todo território nacional. Em 2009, foi apresentado nos Estado Unidos, na 22ª edição do Festival South by Southwest, em Austin/Texas. Com um olhar voltado para a valorização da música e do artista potiguar, Valéria criou os projetos “Sem perder o passo”, Música NO AR e MPBJazz. O “Sem perder o passo”, voltado para a valorização do carnaval potiguar, em parceria com os compositores Luiz Gadelha e Simona Talma, reuniu 26 artistas potiguares, entre compositores, músicos e intérpretes, em um CD com16 faixas, encerrado com uma homenagem a Dosinho, o maior compositor potiguar de marchas e frevos tradicionais. O “Música NO AR” teve Valéria como protagonista em 2011 no qual ela recebeu como convidados Antônio de Pádua, Daúde, Leila Pinheiro, Liz Rosa, Joyce Moreno, Duo Taufic, Gilberto Cabral e o Projeto Retrovisor. Na ocasião, todos os convidados interpretaram algumas de suas músicas autorais. Em 2013, Valéria retomou o projeto, agora ocupando uma nova posição, a de Produtora Artística do evento, compartilhando com outros artistas potiguares a experiência que carrega de seus 23 anos de carreira. O “MPBJazz” surgiu na cidade do Natal em 2010 sob a curadoria e coordenação artística de Valéria que foi protagonista da primeira e segunda edições. Na primeira, Valéria se apresentou ao lado da cantora Tricia Boutté. Na segunda, a cantora junto com o Candeeiro Jazz (Jubiileu Filho, Zé Hilton e Sérgio Groove) dividiu o palco com a diva do Jazz de New Orleans, Germaine Bazzle. A 3º Edição do projeto aconteceu, também, sob a coordenação artística da potiguar Valéria e recebeu Simona Talma e Duo Taufic de Natal e Aurora Nealand, Eileina Dennis, Kid Chocolate Brown e Germaine Bazzle de New Orleans. Entre março e abril de 2012, Valéria se apresentou em New Orleans/USA em Salas e Clubes de Jazz como o Preservation Hall e o Snug Harbor respectivamente. Neste último, em show conjunto com a cantora Tricia Boutté e The Bootleg Operation. Depois do sucesso de “Imbalança” (2005) foram lançados: Leve só as pedras (2007), No Ar (2009), Em Águas Claras (2013) e dois álbuns de projetos coletivos, Pra que serve a música? (2007) e Sem Perder o Passo (2009). Valéria ainda participou de dois discos de artistas japoneses como artista convidada, Cartas do Brasil (2002) do baixista, ex-Casiopea, Tetsuo Sakurai, onde também figuram nomes como Ivan Lins, Filó Machado, Rosa Passos, entre outros, e o CD Tudo azul (2005) do baterista e produtor Kazuo Yoshida e banda. O disco “Em águas claras” é o projeto atual de Valéria Oliveira, uma homenagem a Clara Nunes, uma de suas grandes referências musicais. Ele é fruto de uma profunda pesquisa realizada por Valéria, um verdadeiro mergulho nas águas de Clara. Com produção musical de Rildo Hora, o disco conta com a participação da Velha Guarda da Portela e do próprio Maestro Rildo em duas das 18 faixas e é distribuído pela Tratore nos formatos físico e digital. Nesse disco Valéria se apresenta como uma artista em plenitude, segura sobre seu canto, apresentado com sutileza e força.

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